quarta-feira, 28 de outubro de 2009

caddish

... tanta coisa para dizer, para berrar, para mostrar, e sem as palavras certas, a voz ou o poder de o fazer. 


Hoje estou triste e fraco, mais que o habitual. Hoje chorei. 

- why that sad face?
- 'cause I'm sad today. 

- and why are you sad, boy?
- 'cause I'm in love with the wrong girl.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

... feeling powerless!

I feel alright, but never complete, without you. 

Que turbilhão de sentimentos que assaltam o meu peito. Terão eles razão e as coisas acontecem quando e por quem menos se espera?

Não é justo!!

Será suposto ser tão difícil ficar com a pessoa com quem sonho e em quem penso a qualquer hora e que em mim pensa e quer junto dela? As coisas não deviam ser assim. Não deviam ser de mão beijada, mas não devia ser assim.

Sentes a minha presença do teu lado? Eu sinto a tua...

Tenho saudades tuas.

Sentiste? Foi o beijo que te dei...


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Hey, it's 'cause of you!

My heart is beating like a jungle drum 
My heart is beating like a jungle drum 
My heart is beating like a jungle drum 

É assim o refrão de uma dada música. E que melhor definição para como me sinto hoje? 

Hey, read my lips 
'Cause all they say is kiss, kiss, kiss, kiss, kiss! 

... e é mesmo aquilo que eu quero de ti neste momento. 

Vem! Foge comigo, vamos para sítio incerto, para um sítio só nosso!

domingo, 24 de maio de 2009

Are You Gonna Go My Way

Não sei porque é que, se há duas luas atrás não me recordava disto, estou a escrever outra vez. 

Bom, há que agradecer ao World Commuter por, nessas mesmas luas, me ter aumentado numa dúzia o número de visitas. Quer dizer, num ano e meio foram 60; em dois dias 12... Terá isto futuro? 

Hoje servi de motorista. Uns não-sei-quantos quilómetros até Portimão conduzidos pelo dono do carro, os mesmos não-sei-quantos conduzidos por mim para cá, acrescidos de um erro de cálculo na hora de sair da auto-estrada... Lá fomos nós, cheios de sono pouco depois da hora de almoço, para ver o festival aéreo. Resumindo, foi giro, mas não me apanham outra vez. Preferia ter ido para Aveiro... Entretanto socializámos (o que incluiu um curso intensivo de algumas coisas de algum modo ligadas à aviação e, por outro, ligadas ao tunning, modificações automóveis a incidentes rodoviários portimonenses) e jantámos na companhia de dois gaiatos manos entre si. 

Foi um dia cansativo e, menos bom, olhando para trás não me rendeu muito. Não sei se o dono do veículo o achou melhor passado que eu (não que tenha estado contrariado), mas sinceramente espero que sim. 

Entretanto, porque ainda não o havia referido, o título deste tópico é devido a uma das músicas que tocou no caminho para lá, do Lenny Kravitz, portanto. Porquê? Não é porque goste especialmente dela, não é também porque tenhamos estado a ouvir só Lenny nem é porque marca um momento mais especial da viagem (tipo, atropelar um coelho ou um peido daqueles mais agressivos). Porquê? Simplesmente porque me lembrei. 

Meu público, fãs e críticos, peço desculpa por eventuais falsas esperanças, mas não me apetece escrever mais. Vou, como se diz em português arcaico, arrochar. ... será arcaico ou calão? Humm... Liguem ao Diogo Infante pff!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

blá blá blá blá, whiskas saquetas

Cumprir-se-á hoje o meu 12º dia de trabalho da semana. 

Bom, verdade que desde a última vez que escrevi para aqui este é já o meu terceiro emprego, mas até ordem em contrário por parte do chefe, nele me hei-de manter. Tal não sucedeu com os outros, mas adiante. Seja como for, semana de facturação significa que temos o chefe a gentilmente nos convidar para trabalhar nas folgas, o que resulta numa magnífica semana de 12 dias de jarda... mas desiluda-se quem pense que o chefe rema no mesmo barco. Afinal, e não se cansam de o dizer, nós somos a frente de batalha... Anyway, não mais vejo a hora de poder ter dois dias só para mim. 

Hum... cheguei a um ponto em que não sei o que escrever. Num ano e cinco meses, este "blogue" (acho que de ora em diante chamar-lhe-ei apenas "espaço") apenas foi visitado 61 vezes, certamente por engano, pelo que acho que ninguém se incomodará com aquilo que escrevo. 

Assim, ultimamente ando dividido (dilemas portanto) se hei-de fazer por estudar ou se hei-de aproveitar a vida. Afinal, é disso que se trata, certo? Que é que se leva para a cova? Dinheiro, títulos... o pergaminho? Acho que tenho razão em pensar que mais vale viver o hoje, divertir-me, ter a bochechas a doer de tanto rir que lamentar-me mais que aquilo que já me lamento em não ter aproveitado ainda mais cedo. Estranho é o sentir um vazio em mim quando, por exemplo, vou p'os copos nas vésperas de um teste. Estranho, não é? ...


Ai...! doem-me as costas, tenho que me virar... 


... dizia que ando pouco incomodado (as costas já estão mais agradadas). Pensando bem, acho que o motivo é o morar num quarto de faculdade onde não tenho TV, logo as tristezas da TV não me atingem. Verdade: ando mais leve, menos irritado... mais ignorante. Verdade também: mais feliz, menos stressado. Esta merda é ridícula. Nunca tive jeito para grandes escritas. Sou bom a escrever, sei disso, mas normalmente escrevo coisas com um objectivo definido, e disertar sobre os bigodes de camarão ou o cotão que se acomula sob a cama... o qual carinhosamente trato como se de o meu animal de estimação fosse (não é bem isso, mas pronto)... nunca foi o meu forte. Aliás! já nas disciplinas de línguas era sempre bom aluno, mas nas redacções era terrível, pois nunca consegui chegar ao limite imposto. Já nos resumos, imbatível. 

Ainda há um parágrafo atrás disse que esta merda era... é! ridícula! Foda-se! são 3:23 e que faço eu? 

Acabo com uma frase profética: "blá blá blá blá, whiskas saquetas"! 

Ah, e se não haviam topado ainda, não vale a pena visitar este blogue. Nem Deus sabe quando voltarei aqui...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Subtitles

Eis a primeira indignação que aqui se publica em 2008... 


... não é só dizer mal por dizer. No meio de algumas destas "indignações" estão, também, algumas dúvidas. Seja como for, causa-me algum incómodo ver qualquer coisa na TV legendado, não só porque sou bom entendedor da língua inglesa como porque o sou também da língua portuguesa. Passemos aos exemplos: Porque motivo se faz uso incessante das expressões "por que" e "por quê" quando existem as palavras "porque" e "porquê"? Fui procurar as definições destas palavras e eis o que achei:


«Porque» "Substantivo 1. liga duas orações, introduzindo a que explica ou responde a questão posta na anterior."
«Porquê» "Substantivo 1. razão, motivo."
«Por» "Preposição 1. Exprime, entre outras relações, as de: causa, modo, tempo, meio, lugar, qualidade, estado, preço, etc..."
«Que» "Substantivo 1. Qualquer coisa, alguma coisa, certa coisa; 2. O mesmo que quê; Adjectivo 1. Quanto, quão, quão grande, qual; Pronome 1. Pronome relativo - o qual, a qual, os quais, as quais, o que, aquilo que, em que, no qual, durante o qual; 2. Pronome interrogativo - quem?, qual coisa? quais coisas?, onde?; Conjunção 1. Introduz orações subordinadas integrantes, consecutivas, causais, temporais, concessivas, finais, disjuntivas; Advérbio 1. Quão, quanto"
«Quê» "Pronome 1. Usado no final de frases. Interjeição 1. Exprime espanto, surpresa. Substantivo 1. Décima sétima letra do alfabeto latino, representada pelos símbolos "Q", "q". 2. Alguma coisa, algo."


Bom, aparentemente não me parece que um "por" acrescido de um "quê" tenha o mesmo significado de um "porquê". Sou só eu que penso assim? Este, no entanto e apesar de me assombrar, não é a questão que mais me perturba. Ler coisas como "tive em casa" quando na realidade "esteve-se em casa" [para os mais distraídos, "tive" é forma verbal de ter enquanto "esteve" é forma verbal do verbo estar...] ou, fenómeno cada vez mais frequente, ler palavras hifenizadas à força. Quem não leu ainda coisas do estilo "se eu estive-se em casa" ou "tu disses-te"?


Quem não testemunhou também a terrível troca de identidades que a interjeição "ah", a formal verbal "há", a contracção "à" e o... nada [... porque simplesmente não existe em português] que é o "á" sofrem? Na Internet é "aceitável" ["esperável" é a palavra mais indicada] uma vez que, por ser um recurso mais ou menos acessível a todos, os mais incultos têm liberdade para espalhar o seu mal pelos demais cibernautas. Acho estes dos mais terríveis e abomináveis erros da língua portuguesa. Mostra o quão desprezável o indivíduo a acha, pois não tem a mínima noção da função do hífen nem a diferença entre formas verbais, interjeições, contracções e o nada... demonstrando a sua falta de cultura e de leitura, a sua tacanhez. Quando uma coisa dessas aparece na TV, o responsável devia ser preso por estar a difundir tamanhas aberrações. Devia ser crime punível!


... mooving on, para mais um, o último, exemplo deprimente. Documentários temáticos, como os que passam no Discovery Chanel, são bastante interessantes de ver e, quiçá, mereciam mais destaque nos canais que de generalistas nada têm [... tenho também as minhas dúvidas se não se chama generalista a um canal que apenas transmite telenovelas zucas, reality shows e notícias sensacionalistas]. No entanto, quando um indivíduo que entende inglês [a língua em que a maioria dos documentários é originalmente falado] se põe a ler as traduções legendadas... e a ouvir o que é dito na língua original, são inúmeras as vezes em que o que é "traduzido" não corresponde ao que é dito e outras tantas são as vezes em que algo mais ou menos complexo de traduzir não é, sequer, legendado. Acrescente-se traduções de coisas que mereciam ser mais técnicas e que de técnicas nada têm, com palavras em inglês cujo significado em português não é aquele porque são traduzidas.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Teoria

... será que o aumento do nível médio dos oceanos do mundo é devido não ao aquecimento global mas sim ao cada vez maior número de navios?

Em 2004, a Lloyd's Register tinha 113,7 milhões de toneladas de arqueação bruta registados, o que equivale a 321,8 milhões de metros cúbicos de "navio".

Considerando que um navio não está completamente submerso e que a arqueação bruta compreende não só o espaço de carga mas todos os demais espaços a bordo de um navio, considerarei apenas metade deste valor como estando submerso. Assim, e tendo em conta que os Oceanos e mares do planeta totalizam, aproximadamente, 510 milhões de quilómetros quadrados, estes navios implicariam um aumento de 0,3 micrómetros no nível médio da água do mar. Dá que pensar, não? ^^

Do you smoke?

Sou fumador. 

Fumo porque gosto, pelo prazer que me dá inspirar o fumo e sentir a nicotina apoderar-se de mim. Sei muito bem os males do tabaco, tal como todos os fumadores. Sei, também, que é incómodo entrar-se em muitos sítios e ser-se obrigado a fumar o fumo usado dos outros, eu mesmo me sinto às vezes incomodado. 

A preocupação do Estado Português pela saúde do tuga é, à partida, de louvar. Pensar que eu comecei a comprar tabaco quando um Português (na altura "Suave") 'vermelho' custava pouco mais de 350 escudos (para os mais distraídos, 1 EUR = 200,482 ESC) e agora, pouco mais de 6 anos depois, custa 3 euros, sendo que não vai parar por aqui... 

Porquê? 

Porque o Estado diz preocupar-se com a saúde tuga. Isto seria verdade se os 80% do custo de cada maço de tabaco que é inflacionado pelo Estado fosse usado para tratar quem sofre de doenças causadas pelo fumo, para descobrir eficientes meios de largar o vício e para ajudar quem se compromete a largá-lo. A única preocupação do Estado é, na verdade, arranjar mais receitas, de tal modo que, em inícios de 2006 ou 2007 (já não me recordo com exactidão), o Ministro das Finanças afirmou que, devido à significativa queda nas vendas de tabaco, ter-se-iam que encontrar novas formas para continuar a que a mesma quantidade de dinheiro entre nos cofres do Estado. 

Isto é preocupação? 

O mais giro é a nova lei que entrará daqui a pouco mais de 24 h em vigor que proíbe o fumo em muitos locais públicos, tais como restaurantes, discotecas, estabelecimentos de ensino e centros comerciais, com muitas condicionantes e excepções pelo meio que exigem áreas mínimas e máximas entre muitas outras.

É uma obsessão cega a quem gosta de fumar. 

Eu não sou anormal. 

Há quem goste de carros rápidos, quem goste de cerveja, quem goste do Tony Carreira ou de Metallica... eu gosto de fumar... e de Metallica... e de cerveja. É assim que se pretende diminuir o tabagismo? Quanto a mim é porreiro: em vez de uma pausa de 5 minutos para puxar um LM 'vermelho' (mudei de marca, entretanto...) a meio da aula, demorarei mais tempo a descer ao pátio e a subir de volta à sala, levando os mesmo 5 minutos para o fumar. Quem perde, sei-o muito bem, sou eu, mas ainda sou livre para fumar na rua e, enquanto o puder fazer, fá-lo-ei.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Alívio

É incrível como ao recebermos a resposta passamos de um estado de pânico para outro de completo êxtase num pequeno instante. Aquela ansiedade enquanto vemos o responsável carimbar, assinar, agrafar montes de folhas... até que chama o nosso nome e, ansiosamente, procuramos a frase mágica: ler "Aprovado com 2 respostas erradas" foi a melhor composição que li em muitos dias. Estou feliz [e hoje pouco incomodado...].

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Transporte Público de Gado

Estou plenamente ciente da importância dos Transporte Públicos, seja para o meio ambiente, para quem não tem posses que permitam sustentar um veículo particular ou, sobretudo, para o impacto visual que os milhares de veículos particulares causam em todas as cidades mundiais. ... por via da necessidade, uso diariamente os Transportes Públicos e se é um prazer ser conduzido até ao destino, é um tormento o tempo de espera em transbordos e é sobretudo um tormento a companhia.

De manhã apanha-se um qualquer comboio ou autocarro apinhado: vai-se em pé. À tarde, no regresso a casa, o prato é o mesmo: em pé. As fragrâncias emanadas pelos demais passageiros também ajuda à festa, pois logo de manhã, incompreensivelmente, há quem feda (à tarde é compreensível, pois depois de um dia de trabalho, é normal que se tenha suado um bocado...)!

... mas a isto estou eu habituado.

O pior é o comportamento das pessoas de menor instrução, vulgo chungas, kitas, dreads, niggas, gypsies e toda essa escumalha que infelizmente prolifera pelas ruas dos arredores de Lisboa. Esses animais, que carinhosamente chamo de gado, não se entendem mutuamente senão comunicarem aos berros, quer seja em dialecto ou em algo parecido com português (nota: nos dias de hoje, nem os Portugueses falam e, muito menos, escrevem a sua língua-mãe, quanto mais a escumalha) incomodando quer quer que se instale no interior dos veículos. Asneiras, grunhidos, risos descontrolados, pontapés... tudo isso é prática comum. E ninguém diz nada. Alguns têm orgasmos ou recebem, de algum modo, manifestações de respeito ou admiração por vandalizarem os "bancos de trás", seja queimando-os, rasgando-os, "pastilhando-os", cortando-os, pintando-os e outras coisas mais, como, supra da estupidez, riscar os vidros com calhaus.

A última moda são os telemóveis com capacidade para músicas mp3 completas: esta gente já não é pausada por usar um leitor de mp3, um discman ou um walkman mas sim por pôr o seu telelé estridente a cantar para toda a gente (a vontade de um a impor-se à vontade de todos), isto quando os bichos não põem mais que um a tocar simultâneamente.

Mais uma vez, ninguém diz nada.

Já agora, a de hoje foi ter que aturar a cria mais jovem de uma babuína a gritar a plenos pulmões num autocarro por 40 minutos. Perguntam-se o que fazia a matriarca? Perguntava ao macaquinho o que queria. Ele chorava mais... e ela continuava a perguntar. Chegou uma certa altura em que começou a imitar o bicho a chorar... Imaginam o quadro? Cria e matriarca a chorarem simultaneamente num autocarro? Ninguém disse nada. Saí de lá com a cabeça feita em água (e também não disse nada).

... república das bananas? Planeta dos macacos? Mais uns meses e soluciono, pelo menos para mim, esta problemática, transportando-me particularmente: a música é a que eu quero, assim como a companhia e os cheiros; tenho lugar reservado, grande espaço para transportar o que quiser e, melhor, fim dos transbordos e esperas... e as filas de trânsito serão as mesmas.

Querem melhor?

... peçam para se baixar o preço dos combustíveis ou então peçam uma bomba espanhola (... talvez mais!) bem no centro de Lisboa.